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quinta-feira, 28 de junho de 2018

“A perseguição ajudou a minha fé”, diz mulher que viu o marido morrer por Jesus

Ana e seus filhos tiveram que reconstruir suas vidas. Viveram por algum tempo escondidos nas montanhas, junto com outros cristãos refugiados.


Uma nigeriana testemunhou o que viveu quando teve a sua comunidade invadida pelo grupo terrorista islâmico Boko Haram, em 2014. Apesar do sofrimento e de ter visto o seu marido ser assassinado diante dos seus olhos, ela contou como a perseguição religiosa terminou fortalecendo ainda mais a sua fé no Senhor Jesus.

Chamada pelo nome fictício de Ana, por razões de segurança, ela se converteu aos 14 anos, precisamente em abril de 1982, durante uma aula de estudo bíblico. Vivendo no estado de Adamawa, ela se casou e teve cinco filhos.

A vida de Ana, marido e filhos era tranquila, até que em 29 de outubro de 2014 militantes do Boko Haram invadiram Adamawa. “Todo mundo estava correndo, havia tiros para todos os lados e aviões lançando bombas”, disse ela em uma entrevista para o portal Guiame.

Ana e seu marido pegaram seus filhos, o carro da família e fugiram da cidade, junto com outros vizinhos, mas já era tarde demais, pois os extremistas islâmicos haviam bloqueado as estradas.

“Quando chegamos na terceira emboscada, nós vimos vários militantes do Boko Haram. Nós tentamos voltar, mas vimos o primeiro e o segundo grupo vindo em nossa direção — e nós ficamos no meio. Não tinha como escapar”, disse ela.

“Assim que eles nos pararam, pediram que meu marido saísse do carro. Eles começaram a perguntar: ‘Você é muçulmano ou infiel?’ Ele disse: ‘Não sou muçulmano, nem infiel. Eu sou cristão’. Eles disseram para meu marido ir ao acostamento da estrada. Ele se ajoelhou e começou a orar. Também pediram que o outro homem que veio conosco na estrada se juntasse a ele”, continua.

Nesse momento Ana pediu aos terroristas para pouparem a vida do marido, mas ela disse que mal terminou de falar e eles abriram contra ele. “Eu fiquei simplesmente chocada, meu espírito saltou de mim”, lembra ela.

Não satisfeitos, os militantes também fizeram a mesma pergunta para Ana: “Você é muçulmana ou infiel?”. Ela disse que respondeu a mesma coisa que o seu marido. Ana não negou a sua fé: “Eu fechei meus olhos, não queria ver os tiros. Eu fiz uma oração: ‘Jesus, obrigada, vou Te ver hoje’. Mas eu escutei o grito de um deles: ‘Pare! Não mate essa mulher!’”, conta.
Superação e mensagem de fé

Daquele dia em diante Ana e seus filhos tiveram que reconstruir suas vidas. Viveram por algum tempo escondidos nas montanhas, junto com outros cristãos refugiados.

“Muitas crianças se perderam ou morreram nas florestas. Mas Deus manteve a minha vida, a vida dos meus filhos e fomos preservados daquilo que aconteceu com meu marido”, disse ela.

O sofrimento dela, no entanto, serviu para lhe dar a certeza do que Jesus Cristo profetizou no livro de Mateus, capítulo 24. No lugar de abandonar a sua fé, ela se viu fortalecida por ver o cumprimento dessas profecias em seus dias:

“Eu li na Bíblia que há pessoas que vão te perseguir, mas eu não imaginava que isso aconteceria na minha geração. Isso significa que a Bíblia se cumpre todos os dias. Não se deixe levar pela perseguição, essas coisas vão acontecer. Mas o tempo ainda não é chegado. O que temos que fazer é pregar o Evangelho”, disse ela.

Ana destacou que um dos deveres mais importantes do cristão é pregar o evangelho, algo que muitas igrejas estão deixando de fazer atualmente. Para ela, isso reflete o “esfriamento do amor” também profetizado por Cristo:

“Quando você vê que a pessoa não tem vontade de pregar o Evangelho, quer dizer que isso já está morrendo em seu coração. O cristianismo hoje se resume a cantar, louvar, orar, mas alguns não pregam sobre Jesus para outras pessoas. Satanás quer privar as pessoas de ouvirem que Jesus é o Salvador”, conclui.

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